Solitário Inconsciente Coletivo

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Capítulo 3 – Valquíria

Mulher desgraçada do inferno, não queria casar, fazer arroz soltinho, costurar minhas camisas, colocar água nas plantas nem o lixo na rua. Passava o dia inteiro vendo novela, passando esmalte nos dedos, bebendo cerveja e batendo papo com as amigas. Mas toda a raiva que ela me fazia de manhã, era perdoada de noite. A melhor entre as melhores, não tinha frescura, fazia de um tudo, me virava de ponta a cabeça, do avesso, do desavesso e eu sempre terminava com a sensação que no outro dia de manhã estaria pronto pra agüentar qualquer coisa. Infelizmente era só uma sensação. Nota: As mulheres sempre acham que qualquer homem resolve qualquer coisa na cama, eu não sou qualquer homem e na cama o único problema a ser resolvido é  “quem come quem?”

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Fotografia: Jean-claude Delande

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Capítulo 2- Amanda

Essa foi paixão arrebatadora, depois da segunda frase eu sabia, morreria de amores por aquela mulher, linda, cheirosa, sexy e como nada é perfeito, inteligente. Estudava Sociologia, nunca entendi direito o que ela pesquisava, por mais que tentasse me explicar sempre achei tudo lúdico, variável e pouco pesquisável. Nota1: Não consigo acompanhar a lógica feminina.

Ela adorava tomar café, pensar, fumar, teorizar, falar, e logo na primeira semana de namoro ficou bem claro pra mim, nada seria mais importante do que a sua busca incessante por respostas, coisa que eu nunca entendi, logo, nunca ajudei. Nota 2: Será que se eu entendesse a lógica feminina, entenderia também o grau de importância que elas dão as coisas?

Acho que a necessidade de “entendimento” dela foi o que nos desentendeu. Nunca estávamos satisfeitos, pensamos muito e os pensamentos são a vida que se vive sozinho, esquecemos que a vida a dois está fora dos limites do crânio, ela acontece entre quatro paredes, entre o céu e a Terra, entre uma conversa de telefone no meio do dia, entre o fogão e a mesa, entre um olhar de cumplicidade, entre os dedos, entre as pernas, entre os amigos, entre o silêncio que antecede a aproximação e o eu te amo.

Hoje eu penso, ela tinha quase tudo pra me  fazer feliz , só faltou me ter.

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Fotografia: Jean-claude Delande

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Capítulo 1 – Quem sou eu?  e  Quem são elas?

O nome nos documentos é José, mas na prática e na alma, podem me chamar de Zé. Hoje tomei a decisão de juntar-me ao time de Freud, vesti a camiseta do alguém-sabe-o-que-uma-mulher-quer-esporte-clube. Algum tempo achei que essa seria uma resposta simples, algo que girava em torno de rosas, atenção, liberdade e chocolate. Isso de acordo, óbvio, com o dia do mês que estamos falando.

Apesar de ser só mais um Zé nesse mundo, tenho um currículo bastante vasto, já tive várias esposas, amantes, amigas , conhecidas, chefes e por aí vai. Cada uma no seu jeito e no seu tempo acrescentou algo na minha vida, de bom e/ou  ruim. Tudo começou quando eu era apenas uma célula, dentro da barriga de uma mulher, essa mal sabia que ali dentro crescia o Zé. Não fui planejado, primeiro ponto a ser anotado: com a mulher verdadeiramente única da minha vida, não cheguei na hora certa. Tenho o péssimo hábito de não saber a hora certa das mulheres.

Os pontos só começam aí, e pelo jeito são vários,  antes de partir pra qualquer outra tentativa radical, decidi  perceber por onde passa essa minha falta de habilidade na construção de um relacionamento tranqüilo com as mesmas. Então o melhor seria extravasar, botar pra fora, escrever, reler, repensar e também reviver (mesmo que imaginariamente), minhas mais diversas histórias de amores, ódios, amizades e sexos, com as mulheres que fizeram parte da vida deste Zé que vos fala.

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Começa aqui a (hi)estória de Zé, um homem qualquer que decide escrever sobre sua vida ao lado de todas as mulheres.

Obrigada ao fotografo Jean-claude Delande, que devolveu minha inspiração. Respirar inspira, é isso que eu tenho mais feito…respirar.

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Fotografia: Jean-claude Delande


Fotografia: Alyz Tale

Eu?

Freud explicaria...

Quando?

Fotografia: Julie De Waroquier
Fotografia: Julie De Waroquier
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